Um dos maiores sucessos da TV Tupi, graças aos textos de Ivani Ribeiro, e
no trabalho duplo de Eva Wilma, que conseguiu momentos antológicos
quando as irmãs gêmeas contracenavam na mesma cena. Curiosamente, a irmã
perversa, Raquel Araújo, era a que mais despertava interesse no
público.
Em 1974, na entrega do Troféu Imprensa, aos melhores da
televisão em 1973, pelo Programa Silvio Santos, exibido pela Rede Globo
na época. Regina Duarte, eleita a melhor atriz por seu trabalho na
telenovela Carinhoso, repassou o prêmio a Eva Wilma, reconhecendo à
brilhante atuação da atriz em Mulheres de Areia.
Outros atores também
foram bastante elogiados; Gianfrancesco Guarnieri e seu personagem, o
doente mental Tonho da Lua; Lucy Meirelles e sua personagem, a ambiciosa
Isaura Araújo, a mãe das gêmeas; Maria Isabel de Lizandra e Antônio
Fagundes, que criaram um casal, contrário à história central, que
despertou interesse do público (tanto que foram escalados para
protagonizar a próxima telenovela da TV Tupi, O Machão).
Para
escrever a telenovela, Ivani Ribeiro, baseou-se em uma antiga
radionovela de sua autoria, As Noivas Morrem no Mar, de 1965, que por
sua vez, foi inspirada no filme americano Uma Vida Roubada, de Curtis
Bernhardt, com Bette Davis (no papel das gêmeas) e Glenn Ford.
Em
1993, Ivani Ribeiro, reescreveu Mulheres de Areia para Rede Globo,
repetindo o mesmo sucesso da original. Nesta regravação, Ivani inseriu à
história central de uma outra telenovela, O Espantalho, de 1977, de sua
própria autoria. Glória Pires, reviveu com sucesso igual as
protagonista, que foram interpretada por Eva Wilma, nesta versão.
Muitas
artistas marcaram presença na telenovela, Chacrinha, Ayrton, Lolita
Rodrigues, contratados da TV Tupi na época, e do cantor Sílvio César,
que apareceram como convidados de Virgílio (Cláudio Corrêa e Castro) em
sua festa. O costureiro Clodovil Hernandez, também fez uma participação
especial, quando Raquel vai fazer seu vestido de noiva.
Um tema
social abordado na telenovela: a alfabetização. Alzira, personagem de
Ana Rosa, era apaixonada por Tonho da Lua, e era analfabeta e, como
pretexto para passar mais tempo perto do amado, pediu que Tonho
ensinasse à ela a ler e escrever. Então, a professora Ruth, quando soube
dessa iniciativa, teve a ideia de expandir esse benefício aos
pescadores que também quisessem aprender. Na época, o Governo Federal
fazia um imenso alarde por conta do MOBRAL — Movimento Brasileiro de
Alfabetização —, que visava erradicar o analfabetismo no país.
O
sucesso trouxe uma grande quantidade de turistas para as praias de
Itanhaém, que visitavam a cidade na esperança de acompanhar as gravações
de Mulheres de Areia, e tirar fotos com os atores do elenco.
Serafim
Gonzalez, que interpretava o personagem Alemão, era o responsável por
esculpir as estátuas de rostos femininos nas areias das praias, que dão
origem ao título da telenovela, e deixou esculpida uma estátua ao estilo
das que eram usadas, ficando como lembrança do elenco e da equipe para a
cidade litorânea de Itanhaém, de onde eram gravadas as cenas externas e
onde a história era ambientada.
Com as denúncias que os textos
apresentavam a favor dos pescadores que eram vítimas da exploração
comercial, foi criada uma cooperativa reivindicatória do seus direitos
na cidade de Itanhaém.
Carlos Zara e Serafim Gonzalez, do elenco
original, também estiveram no elenco da regravação, de 1993. E,
novamente Serafim Gonzales, ficou responsável por esculpir as estátuas
femininas nas areias das praias.
Carlos Nunes e Analu Graci, que
interpretavam o par romântico na telenovela - Tito e Glorinha -,
externaram essa união para fora da novela e se casaram na vida real.
Foi
reapresentada em um compacto de 3 horas de duração, em 1975. Como
atração de comemoração dos 25 anos da Rede Tupi, mas exibida apenas em
São Paulo.
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